Vida, Trabalho e Significado

No livro “View from the Top – Living a Life with Significance”, Aaron Walker propõe aos leitores uma reflexão diferente. Ele sugere que ao levarmos nossos pensamentos e nossas vidas por lugares onde nunca estivemos, libertando-se de rotulações que nós mesmos trazemos para ela, criamos caminhos para a inovação. Desta forma, podemos avaliar o real valor que trazemos para a nossa vida através de nosso trabalho e nossas ações.

Levando uma vida mais Proativa e não Reativa, somos mais capazes de conquistar coisas que trazem real sentido para nós. Quando é início do ano fazemos (eu faço) uma lista das coisas que estamos dispostos a conquistar no ano que se inicia e que nos conduzem por caminhos onde queremos passar. Mas o ano começa e acabamos ficando mais reativos às tarefas diárias. Aquela sua vontade de tirar aquele projeto novo do papel, reestruturar o sistema interno da sua equipe para trazer mais inovação aos projetos, a viagem que você pensou em fazer ou ainda aqueles quilinhos que você quer eliminar dão lugares a reuniões diárias ou tarefas imprevistas que vão surgindo na sua agenda ao longo da semana e sutilmente desviando o foco do planejamento.
Ao conseguirmos nos programar previamente, temos uma visão mais macro de para onde estamos indo e onde queremos chegar. O “Deixar a vida me levar” já não faz mais sentido, a menos que você queira chegar daqui a dez anos sem ter realizado as coisas que realmente têm significado para você ou para seu negócio.

No livro “The Slight Edge”, de Jeff Olson, entendemos o poder do direcionamento diário que temos em nossas mãos para fazer o que quizermos do nosso caminho. Pequenas ações diárias são muito eficazes para você daqui a algum tempo conseguir se tornar o que sempre sonhou, com toda a determinação de continuar todos os dias alimentando aquele desejo através de pequenas ações. Quer aprender uma nova língua? Dez minutos diários de treino por um período estendido de alguns meses são muito mais eficazes do que uma semana exercitando duas horas todos os dias se depois deixar os livros às moscas. Quer pegar projetos maiores ou trazer mais valor para o seu cliente final? Talvez analisar o seu público e frequentar semanalmente lugares onde ele vai podem fazer uma enorme diferença na sua abordagem final, entendendo melhor o contexto que abriga a percepção de valor que ele tem.

Você não precisa enxergar a escada inteira para dar o primeiro passo. Com certeza é bem melhor viver uma vida de “Oh well..”, onde você colocou na rua alguns projetos que não deram tão certo quanto você imaginava e que juntos contribuíram com experiências para a criação de um projeto ao final bem sucedido do que uma vida de “What if’s?”, onde nos perguntaríamos frequentemente o que poderia acontecer ou ter acontecido caso fizéssemos as coisas de outra maneira.

Isso nos inspira e empodera de uma maneira muito incrível, onde todos somos capazes de conquistar o que quizermos e nos tornarmos tudo o que desejamos, dando um passo de cada vez.

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Photo via Visual hunt

Aaron Walker em entrevista comentou um episódio em que nas pescarias que ele realizava com os amigos era sempre avistado distantemente um rio onde ninguém nunca pescava, estando sempre vazio e inabitado. Isso o intrigava pela simples ideia de que ali poderiam morar centenas de peixes e que poderia ser o lugar perfeito para uma pescaria. Um dia, embora a contragosto de seus amigos, ele conseguiu convencer todos a caminharem quilômetros e mais quilômetros até chegarem no local citado. O caminho de volta foi certamente mais longo, pelo desânimo de todos ao terem caminhado e não terem conseguido pescar nem um peixe sequer. “Mas, posso afirmar que valeu muito. Hoje em dia eu coloco a minha cabeça no travesseiro sem pensar sobre o que aconteceria se eu não fosse àquele lugar. Se eu estava perdendo de pescar os maiores peixes da região”. Aaron argumenta que na vida e nos negócios também não podemos ter medo de tentar por não saber o que iremos encontrar. Testar e seguir o próprio caminho até onde queremos é a única forma de chegar onde ninguém chegou e encontrar o Oceano Azul de um novo mercado que instintivamente pode ser uma nova solução para um problema antigo.

A libertação do pensamento e dos rótulos que nos são impostos é o sinal de que o sucesso está chegando mais perto de nós e não precisamos trilhar o caminho que sabemos que vai dar certo (porque deu certo para alguém), precisamos apenas traçar nosso próprio caminho. Ele será diferente dos outros e será o único que chegará ao verdadeiro significado de sucesso para nós mesmos.

Assim que empreendemos a nossa própria vida. Desprender-se é um ato essencial para se enxergar o novo.

Featured Image Credit: VisualHunt
PatriciaDambros

Patrícia D’Ambros
Master em Design Visual,
Especialista em Criatividade para novos Negócios.
Gestora de Processos criativos.

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